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sábado, 28 de janeiro de 2012

Is that a problem?

"I am selfish, private and easily bored. Will this be a problem?"

Neil Gaiman, A Study in Emerald

Mary Pickford, The Poor Little Rich Girl, 1917

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Contemplação

"La contemplation du corps de la femme doit être une réponse rassurante à l’angoisse du monde"

Lucien Clergue

Vivre sa vie, de Jean-Luc Godard, 1962

domingo, 22 de janeiro de 2012

Janelas IV

Jan Lipina

Josef Robakowski, 1967

Lee Miller 1937

Bill Brandt, Viena 1933

Christer Stromholm

Claudia Cardinale 1971

"Dead End" - 1937

Gerard Blain por Jeanloup Sieff

Jane Fonda

Joan van der Keuken, Mountains Outside Mountais Inside, 1975

Willy Ronis

Condessa Beauchamp 1934

Ralph Meatyard, "Madonna", 1964

Lee Miller

Brigitte Bardot

Jane Burton, "The Other Side"

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Uma questão de cortesia

Irina Ionesco 1970

Ele: Está tudo bem com os teus?
Ela: (pensando no divórcio por que está a passar, nas noites de insónia a conjecturar "e agora?", na preocupação com as repercussões na vida da filha; e ainda nas inúmeras vezes em que ela própria fez a mesma pergunta a outros, por cortesia, arrependendo-se de imediato quando confrontada com o longo e monótono desfiar dos rosários alheios) Sim, tudo bem.

Quereria ele realmente saber?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mentiras

As mentiras que se contam no fim...



... e as que se contaram no princípio.



Jeremy Irons e Patricia Hodge em Betrayal, um filme de David Jones, de 1983, com argumento de Harold Pinter.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A Ghost of a Chance

I would like to watch you sleeping,
which may not happen.
I would like to watch you,
sleeping. I would like to sleep
with you, to enter
your sleep as its smooth dark wav
slides over my head

and walk with you through that lucent
wavering forest of bluegreen leaves
with its watery sun & three moons
towards the cave where you must descend,
towards your worst fear

I would like to give you the silver
branch, the small white flower, the one
word that will protect you
from the grief at the center
of your dream, from the grief
at the center I would like to follow
you up the long stairway
again & become
the boat that would row you back
carefully, a flame
in two cupped hands
to where your body lies
beside me, and as you enter
it as easily as breathing in

I would like to be the air
that inhabits you for a moment
only. I would like to be that unnoticed
and that necessary.


Margaret Atwood, “Variation on the Word Sleep

Agnieszka Polska


























domingo, 1 de janeiro de 2012

Fado

“It is weak and silly to say you cannot bear what it is your fate to be required to bear.”

Jane Eyre, Charlotte Bronte


Brassai, fortune teller's hands, 1933

sábado, 31 de dezembro de 2011

Venha de lá esse 2012!


Não é por causa dos dissabores nem dos contratempos,


nem dos desgostos e das lágrimas vertidas, 


nem das traições e punhaladas nas costas que sofri, ao longo deste ano, 


que vou deixar de me encantar com a beleza da vida


e com o poder do amor.


Por isso, VENHA DE LÁ ESSE 2012!!


Nas imagens (de cima para baixo): Greer Garson, Claudette Colbert, Carole Lombard, Norma Shearer, Greta Garbo e Bette Davis

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Do contra...


Porn Orchard imitando as vozes de Tom Waits e Peter Murphy - "This Holiday Season" e "Christmas Sucks"

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

est-ce que tu peux me voir?

- Tu, porquê tu?
- E porque não eu? Em que falto eu ao teu sonho?
- Em nada. Só que nunca imaginei haveres de ser tu a doer-me, nem que vinha de tão longe a tua ausência.
- Afinal não para um encontro...
- Bem o sei, contento-me em respirar-te, em saber-te, longe...
- Cada vez mais longe...
- Perto, cada vez mais perto, uma vez que de longe o sabemos.
- Desde sempre...
- Desde sempre...

- Ver-te é já um privilégio. Vejo-te! Vejo-te!
- Vês ou imaginas?
- Talvez imagine, como quando não te olho e em ti projecto as silhuetas que correm, que se perdem, entre as árvores. Nâo sei. Quando se trata de ti não distingo o sonho da realidade.
- Nunca distinguimos a realidade do nosso próprio sonho e por isso temos medo...
- De quê, querida minha?
- De te perder, quando julgo encontrar-te...
- Mesmo agora que podemos tocar-nos, no meio desta gente real, quotidiana, que espera o eléctrico?
- Mesmo agora. Somo-nos um sonho recíproco. Só os outros são reais. Continuo a ter medo...

- A tua boca sabe a laranja, é um fruto de mil sabores...
- É o teu desejo que tem mil papilas...
- Não, não, é a minha boca que só existe na tua.
- Por isso sou a tua margem, sem ti não tenho inquietas marés.

- Um dia esquecer-me-ás...
- E como é possível perder um sonho, tecido dia a dia?
- O tempo se encarregará de destecê-lo... Um dia virá em que os teus dedos já não saberão o toque breve e frio da minha boca... Um dia virá em que não saberei mais a tua timidez, quase sem gestos... não a saberei mais. Ter-te-ei perdido para sempre.
- E quando será esse quando?
- Ambos temos o poder da destruição, um de nós o fará nascer.
- Tu...
- Tu.

Luísa Dacosta, Colóquio/Letras nº 28 (Novembro 1975)

Diane Arbus, 1963


domingo, 4 de dezembro de 2011

Lilies of the valley

Pudesse eu não ter laços nem limites
Ó vida de mil faces transbordantes
Pra poder responder aos teus convites
Suspensos na surpresa dos instantes.

Sophia de Mello Breyner


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Here In Me

(...)
Eis que um segundo nascimento,
não adivinhado, sem anúncio,
resgata o sofrimento do primeiro,
e o tempo se redoura...

A explicação rompe das nuvens,
das águas, das mais vagas circunstâncias:
Não sou Eu, sou o Outro
que em mim procurava seu destino.
Em outro alguém estou nascendo.
A minha festa,
o meu nascer poreja a cada instante
em cada gesto meu que se reduz
a ser retrato,
espelho,
semelhança
de gesto alheio aberto em rosa.


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sleep brings no joy to me

Isabelle Hupert em "Les Soeurs Brontes", de André Téchiné, 1979

Sleep brings no joy to me,
Remembrance never dies;
My soul is given to misery
And lives in sighs.

Sleep brings no rest to me;
The shadows of the dead
My waking eyes may never see
Surround my bed.

Sleep brings no hope to me;
In sounder sleep they come.
And with their doleful imagery
Deepen the gloom

Sleep brings no strength to me,
No power renewed to brave:
I only sail a wilder sea,
A darker wave.

Sleep brings no friend to me
To soothe and aid to bear;
They all gaze, oh, how scornfully,
And I despair.

Sleep brings no wish to knit
My harassed heart beneath:
My only wish is to forget
In the sleep of death.


Emily Bronte - Sleep Brings No Joy To Me ("The Complete Poems")
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