Mar claro,
tranquila água
– por meu sorriso
de mágoa.
Céu longo,
nuvem redonda
– por meu olhar
de sombra.
Caminho andado,
areia rude
– por meu rosto
de amargura.
Glória de Sant’Anna in Livro de Água, 1961
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segunda-feira, 11 de março de 2019
quinta-feira, 15 de novembro de 2018
Poema Pequeno
Silêncio erguido
de outro sentido.
A noite morta
ronda lá fora
e nela
o meu oculto grito.
Glória de Sant’Anna in Livro de Água,1961
de outro sentido.
A noite morta
ronda lá fora
e nela
o meu oculto grito.
Glória de Sant’Anna in Livro de Água,1961
Porque estou encerrada
Porque estou encerrada
meu choro é de prata
e mágoa.
Puro véu me prende
tecido de palavras
de antigamente.
De sal meu alimento
de fel minha bebida.
Eis que me prolongo
sem sentido.
Nada será meu bem
e meu castigo.
Glória de Sant'Anna, in Poemas de Tempo Agreste, 1964
meu choro é de prata
e mágoa.
Puro véu me prende
tecido de palavras
de antigamente.
De sal meu alimento
de fel minha bebida.
Eis que me prolongo
sem sentido.
Nada será meu bem
e meu castigo.
Glória de Sant'Anna, in Poemas de Tempo Agreste, 1964
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