Nunca esperes por ti.
André Breton e Paul Éluard
sábado, 31 de maio de 2014
sábado, 17 de maio de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
Vemod
"Ci est d’amer volonté pure"
Roman de la Rose
Agora vai ser assim: nunca mais te verei.
Este facto simples, que todos me dizem ser simples, trivial,
e humano, como um destino orgânico e sensato,
Fica em mim como um muro imóvel, um aspecto esquecido
e altivo de todas as coisas, de todas as palavras.
Sempre nos separaram as circunstâncias, e a essência
mesma dos dias, quando entre a relva e a copa das árvores
me esquecia de pensar, e o ar passava
por mim antes de erguer os caules verdes e alimentar
a vida sem imagens da paisagem.
[...]
António Franco Alexandre
Roman de la Rose
Agora vai ser assim: nunca mais te verei.
Este facto simples, que todos me dizem ser simples, trivial,
e humano, como um destino orgânico e sensato,
Fica em mim como um muro imóvel, um aspecto esquecido
e altivo de todas as coisas, de todas as palavras.
Sempre nos separaram as circunstâncias, e a essência
mesma dos dias, quando entre a relva e a copa das árvores
me esquecia de pensar, e o ar passava
por mim antes de erguer os caules verdes e alimentar
a vida sem imagens da paisagem.
[...]
António Franco Alexandre
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Mulheres do meu país
domingo, 20 de abril de 2014
O Profeta
Pouco antes de morrer
disse ele ao povo
Deus te dê ira,
que paciência tens de mais.
Celso Emílio Ferreiro
disse ele ao povo
Deus te dê ira,
que paciência tens de mais.
Celso Emílio Ferreiro
quarta-feira, 16 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
sábado, 29 de março de 2014
sábado, 22 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Dia de ser feliz
![]() |
| Nikki Jane |
Não sei se foi o abraço apertado de minha filha, esta manhã, ou se foi a asa de um anjo, compadecido com as lágrimas de ontem. Ou então foi a chegada da Primavera. Talvez tenha sido o sorriso aberto que me abriu hoje o portão da escola - "Olá professora!". Desconfio que é porque posso olhar pela janela e avistar, por entre telhados, lá ao fundo, o mar - azul uns dias, cinzento cintilante, outros - e o trabalho, assim, já não me encarcera. Se calhar foi simplesmente o prazer (quase proibido!) de sair cedo do trabalho, ao início de uma tarde radiosa. Ou de conduzir, com o vidro aberto, e ouvir músicas de que gosto. Hoje, as preocupações não apoquentaram e a tristeza e a saudade não doeram (quase a medo, constato que, ultimamente, tenho mais dias assim...). E soube-me feliz, mesmo sabendo que a partir do momento em que o soube já não o era. A felicidade é assim, fugidia como os pardalitos que me poisam na varanda e que logo voam, espavoridos com a minha sombra. Mesmo assim, sorri em paz. Logo depois, ouvi na rádio: "Dia Internacional da Felicidade". Ah, pronto, então foi por isso... está explicado o mistério.
segunda-feira, 17 de março de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Aos filhos
Já nada nos pertence,
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôramos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa?
Manuel António Pina
nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós roubaremos.
Toda a vida estivemos
sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?
Estes são tempos de
que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôramos ao menos infames.
Comprámos e não pagámos,
faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa?
Manuel António Pina
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
You burn
Mostras-me o fim do mundo
o Inferno de Dante
onde o Diabo nos arde na sua fogueira
com os demónios todos juntos
mesmo assim quero ir contigo
vou contigo para o fim do mundo
para o fim da Terra
para o Céu ou o Inferno
vou contigo para a fogueira do Inferno
lá quero-me arder contigo
e ardemos os dois
ao mesmo tempo trespassados pela faca do amor.
António Gancho
o Inferno de Dante
onde o Diabo nos arde na sua fogueira
com os demónios todos juntos
mesmo assim quero ir contigo
vou contigo para o fim do mundo
para o fim da Terra
para o Céu ou o Inferno
vou contigo para a fogueira do Inferno
lá quero-me arder contigo
e ardemos os dois
ao mesmo tempo trespassados pela faca do amor.
António Gancho
Subscrever:
Mensagens (Atom)








