Partiu-se o sol
entre nuvens de cobre.
Dos montes azuis chega um ar sonoro.
No prado do céu,
entre flores de estrelas,
a lua vai em crescente
como um garfo de ouro.
Pelo campo (que espera os tropéis de almas),
vou carregado de pena,
pelo caminho só;
porém o meu coração
um raro sonho canta
de uma paixão oculta
a distância sem fundo.
Ecos de mãos brancas
sobre a minha fronte fria,
paixão que se madurou
com pranto de meus olhos!
Federico Garcia Lorca
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terça-feira, 2 de outubro de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
I don't think about you anymore but I don't think about you any less
Eu pronuncio teu nome
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.
Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.
Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranquila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!
Federico Garcia Lorca
nas noites escuras,
quando vêm os astros
beber na lua
e dormem nas ramagens
das frondes ocultas.
E eu me sinto oco
de paixão e de música.
Louco relógio que canta
mortas horas antigas.
Eu pronuncio teu nome,
nesta noite escura,
e teu nome me soa
mais distante que nunca.
Mais distante que todas as estrelas
e mais dolente que a mansa chuva.
Amar-te-ei como então
alguma vez? Que culpa
tem meu coração?
Se a névoa se esfuma,
que outra paixão me espera?
Será tranquila e pura?
Se meus dedos pudessem
desfolhar a lua!!
Federico Garcia Lorca
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