quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Morre-se de tanta coisa

Morre-se de tanta coisa
Quanto a mim morro-me de ausência
morro-me com todo este céu a cair-me por entre os dedos;
pedacinhos de memória pendurados
morro-me também...da melancolia
quando tu, sem eu saber porquê,
nem te aproximas nem acenas
ah sim, também se morre de silêncio.


Victor Oliveira Mateus

Out of the Past, 1947

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