sábado, 22 de outubro de 2016

Free Speech

Don't comment if you're poor or disadvantaged, because you're a scrubber and a scrounger and basically a waste of space.

Don't comment if you've got any affiliation with a political party or social movement, or have previous for mouthing off about issues that matter to you, because you clearly have an agenda.

Don't comment if you've not commented about this before, because you're out of your depth and need to stick to what you know and what about all the other things in the world you're not commenting upon?

Don't comment if you've got 12 followers on Twitter because no one cares what you think, you unimportant loser. Don't comment if you've got 1.2 million followers because who do you think you are, you jumped up egotist?

Don't comment if you're brown or black or Muslim or Jewish or gay or trans or bi, because you just need to get over yourself and stop playing the victim all the bloody time.

Don't comment if you're none of the above because you're just a bleeding heart liberal leftard, who jumps onto bandwagons that have nothing to do with you. Wind your fucking neck in.

Don't comment if you're a woman because you're getting ideas above your station and you're too pretty to be worrying about that, or maybe you're just one of them feminazis and probably a lesbian.

Don't comment if you're rich or famous because you're a luvvie and you don't live in the real world, and why don't you open your own fucking home to them? Just like we take in orphans when we donate to Children In Need.

Don't comment if you haven't got the full facts because you're ill-informed and wrong. Don't comment if you're an expert in the field because we don't trust so-called experts and educated elites.

Don't care. Don't worry. Don't have compassion. Don't comment on anything or anyone that's not us. Don't question what 'us' is. Don't be offended. Don't feel guilty. Don't get angry. And don't fucking cry.

Don't comment. But yeah, free speech.

Nasty Woman


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Os vencidos da vida... venceram

O futebol enquanto experiência religiosa

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Amar um ideal

24 de Março de 1969.Dizem-me às vezes que sou inacessível à emoção — não é curioso? E que não gosto, sou incapaz de gostar, de ninguém. Imagine-se (…). Mas, se é assim, a explicação não será difícil. Quando a vida nos habitua a desprendermo-nos dela, a firmarmos o pé em nada, vive-se obviamente no provisório. E se o que mais amamos nos falha sempre ou disso nos ameaça, o recurso é amar-se como que um ‘ideal’ que nunca falha (…). Por mim e por sobre tudo, amo a vida, que é onde acontece o que há-de amar-se ou não. Mas o que põe em causa as relações individuais não é de prender muito. Por desencanto prévio, pois. E por prudência. Pelo que for. Assim, as surpresas não surpreendem. Ou quase.

(Vergílio Ferreira, Conta-corrente I)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

domingo, 10 de janeiro de 2016

O que poderias ver?

#A imaginação, a capacidade de produzir imagens mentais de coisas que não estão imediatamente à frente dos olhos, é uma capacidade humana invulgar que, infelizmente, muitas vezes é desvalorizada, e quase atacada, no processo educativo.

Aliás, as frases:

— está atento!, tens a cabeça na lua!, etc.

são expressões repressivas que mostram como a escola está constantemente a dizer: não imagines, vê! Como se aquilo que é mostrado fosse sempre mais importante e relevante do que aquilo que é imaginado.

Uma escola paralela, quase utópica também, seria aquela em que os professores por vezes diriam: hoje não estás suficientemente na lua!, ou: não estejas tão atento, colado, ao que te estou a mostrar!

Ou, dizendo de uma forma não tão extrema, mais realista: a escola deveria dar a ver, dar a conhecer, apenas aquilo que potencie a imaginação. Vou mostrar-te algo que te permitirá mais tarde imaginares muitas outras coisas. Imagens que alimentem a imaginação e não que a diminuam. Substituir definições por imaginações — este podia ser um lema; contestável, claro, mas que permitiria, talvez, uma discussão e uma deslocação do espaço mental do ensino.

Gonçalo M. Tavares (aqui)
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