quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Noites sem nome...

Noites sem nome, do tempo desligadas,
Solidão mais pura do que o fogo e a água,
Silêncio altíssimo e brilhante.

As imagens vivem e vão cantando libertadas
E no secreto murmurar de cada instante
Colhi a absolvição de toda a mágoa.


Sophia de Mello Breyner Andresen
obra poética I, Caminho, 1999

Kalliope Amorphous, In Dreams, 2012

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...