quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Noites sem nome...

Noites sem nome, do tempo desligadas,
Solidão mais pura do que o fogo e a água,
Silêncio altíssimo e brilhante.

As imagens vivem e vão cantando libertadas
E no secreto murmurar de cada instante
Colhi a absolvição de toda a mágoa.


Sophia de Mello Breyner Andresen
obra poética I, Caminho, 1999

Kalliope Amorphous, In Dreams, 2012

domingo, 15 de setembro de 2013

My Foolish Heart


Esta manhã não lavei os olhos -
pensei em ti.

Se o teu ouvido se fechou à minha boca
poderei escrever ainda poemas de amor?
A arte de amar não me serve para nada.

Um fogo em luz transformado.
Subitamente, a sombra.

Há dias em que morro de amor.
Nos outros, de tão desamado,
morro um pouco mais.


Casimiro de Brito


 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

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