segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Meio-dia

Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.
O sol no alto, fundo, enorme, aberto.
Tornou o céu de todo o deus deserto.
A luz cai implacável como um castigo.
Não há fantasmas nem almas,
E o mar imenso solitário e antigo
Parece bater palmas.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia, Lisboa, Caminho, 2003

Leopoldo Pomés, Revista Grua, 1957

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